Quando você estiver pesquisando a compra de um PC, não se contente com a recomendação padrão de um fabricante. Escolher o processador certo é uma decisão que deve ser levada a sério. E, com tantas opções no mercado, você precisa saber no que está investindo quando escolhe um chip para o seu micro.
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Mesmo depois de escolher uma fabricante como a Intel ou AMD, ainda há muito a fazer; cada linha de chips de cada empresa tem diferentes famílias com especificações e recursos. E você encontrará várias opções.

Não é inteligente pensar que a frequência do processador, ou a velocidade que executa suas instruções, é um guia confiável para a escolha sobre os concorrentes. Embora isso possa ser verdade em alguns casos, a arquitetura de um chip pode turbiná-lo. Dependendo da fabricante e do modelo, uma CPU multicore mais “lenta” pode ser melhor que um processador aparentemente mais forte que foi dividido em menos núcleos – o caso de um quad core contra um dual core.

E isso é apenas o começo das confusões. Qual a importância do overclocking automático nas CPUs convencionais de hoje? Porque o índice de preço por desempenho parece ser mais cara no caso dos processadores Intel contra os da AMD?

São muitas questões confusas para qualquer um que não esteja familiarizado com as arquiteturas de processadores. Mas tudo bem: separamos 08 exemplos clássicos, metade da AMD e outra metade da Intel, testes foram feitos com o WorldBench 6, para oferecer um guia que pode ser utilizado para entender suas escolhas e ajudar a escolher seu próximo processador. Todos os preços são os sugeridos pelos fabricantes.

O ABC da CPU

Discussões sobre CPUs podem rapidamente se tornar cheias de termos técnicos. Aqui estão alguns dos mais comumente usados quando o assunto são processadores:

Cache: memória interna abrigada no mesmo “chip” que a CPU, usada para armazenar dados e instruções frequentemente usadas, o que reduz o tempo necessário para buscá-las na memória principal e acelera o desempenho do computador. Quanto mais, melhor.

Chipset: chips auxiliares que trabalham em conjunto com o processador, geralmente controlando o funcionamento de periféricos como placas de expansão, som, vídeo e interfaces de disco. É o “mediador” na conversa entre o processador e os outros componentes da máquina.

Clock: a frequência de operação do processador, medida em hertz. Um hertz corresponde a um ciclo de operação por segundo, processadores atuais operam na casa dos gigahertz (bilhões de ciclos por segundo). Antigamente relacionada à velocidade do processador (quanto mais instruções por segundo, mais rápido o processador), mas hoje esta medida não é mais tão direta, como vocês poderão ver nos resultados dos testes abaixo.

Codinome: nomenclatura interna usada por uma empresa para identificar um produto antes que seu nome final seja definido. Pode ser usado para se referir a uma família de processadores (como “Gulftown” ou “Deneb”), uma microarquitetura (como “Nehalem”, da Intel) ou uma plataforma (como a “Dragon”, da AMD, ou “Skulltrail”, da Intel).

Núcleo: é a unidade central de um processador, responsável pela execução das instruções que compõem os programas. Processadores modernos podem ter 2, 4, 6, 8 ou até 12 núcleos em um único chip.

Pastilha: a superfície física, feita de silício, onde um processador é fabricado. Tamanhos menores reduzem os custos de fabricação e o consumo de energia do processador.

GPU: Graphics Processing Unit, ou “Unidade de Processamento Gráfico”. Responsável pela geração das imagens exibidas no monitor. GPUs modernas são otimizadas para a criação de gráficos poligonais e tarefas como a decodificação e reprodução de vídeo. Pode estar dentro do processador, no chipset ou em uma “placa de vídeo” separada.

Nanômetro: um bilionésimo de um metro. É a medida do espaço entre as conexões dos transistores em um processador. Atualmente o “estado da arte” é o processo de produção em 32 nanômetros.

Soquete: faz a interface entre o processador (encaixado no soquete) e a placa-mãe. Geralmente um único modelo de soquete é compatível com várias gerações de processador, até que mudanças no projeto elétrico ou físico dos chips exijam a criação de um novo soquete. Na hora de comprar um processador “avulso”, é necessário verificar qual soquete sua placa-mãe usa para assegurar a compatibilidade.

1) Intel Core i7-980X
Pontuação no benchmark: 147

Por R$ 1.756,00, o Core i7-980X de 3.33GHz (com overclock automático para 3.6GHz) é o carro-chefe da Intel em processadores para o consumidor. Com seis núcleos físicos, ele é o melhor modelo para desktops, mas a tecnologia hyperthreading faz com que o sistema operacional “enxergue” 12 núcleos virtualizados. Os seis núcleos dividem 12MB de cache L3 integrada. O resultado final é um ganho de desempenho mensurável para aplicativos otimizados para multithreading – e uma pontuação de 147 em nossos testes com o WorldBench 6.

Como um projeto de 32 nanômetros, o 980X é totalmente compatível com as placas-mães com chipset X58 e soquete LGA 1366 já existentes. As placas X58 usam a arquitetura QPI (Quickpath Interconnect) da Intel. O QPI substitui o “barramento” tradicional do agora ultrapassado Core 2 Duo e garante mais velocidade (e maior largura de banda) na comunicação entre a placa-mãe, os componentes do sistema e o processador.

A Intel divide seus processadores para desktops e para sistemas móveis em três diferentes famílias: Core i7, Core i5 e Core i3, representando, respectivamente, alto, médio e básico desempenho. Isso não significa sempre que um chip Core i5 será mais lento que um Core i7, porém, como você verá. Nem um Core i7 tem sempre quatro núcleos físicos. Processadores i7 padrão para dispositivos móveis tem dois núcleos, a não ser que o chip seja parte das linhas QM ou XM.

2) Intel Core i7-870
Pontuação no benchmark: 127

A queda significativa no preço e um desempenho um pouco inferior faz deste processador de 45 nanômetros uma excelente opção de compra entre os modelos quad-core.

O processador Core i7-870 de 2.93GHz (com overclocking automático para 3.6GHz) obtém o segundo lugar no nosso ranking. As diferenças entre este processador de R$ 991,00 e o Core i7-980X, embora importantes, resultam em uma redução de apenas 14% no desempenho em relação ao Core i7-980X. Além disso, este processador limita o número de slots de memória na placa-mãe em quatro em vez de seis.

O i7-870 diminui seu cache L3 interno para 8MB. Além disso, é construído com processo de 45 nanômetros (o tamanho do espaço entre os transistores). Quanto menor o número, menores e mais numerosos os transistores que podem ser acondicionados em um processador, menor o consumo de energia e a geração de calor.

3) AMD Phenom II X6 1090T
Pontuação no benchmark: 118

É a primeira vez que uma CPU para desktop com seis núcleos da AMD bate a oferta de todas as outras empresas, mas são as suas vantagens fortes o suficiente para justificar um upgrade? A decisão é sua.

A AMD entra no jogo do desempenho em terceiro lugar com o seu novo modelo de seis núcleos: o processador Phenom II X6 1090T, de 3.2GHz. Apelidado de “Thuban”, com custo de R$ 525,00, essa CPU de 45 nanômetros pode atingir velocidades de até 3.6GHz, resultado do Turbo Core, o equivalente da AMD a tecnologia de overlocking automático da Intel (chamada Turbo Boost).

O X6 1090T, com cache L3 de 6 MB, oferece um ganho de desempenho de 20% em comparação com o Intel Core i7-980X. O chip carece de uma resposta à tecnologia hyperthreading, componente fundamental da linha principal de CPUs da Intel.

Esse processador vence a corrida de compatibilidade contra a Intel por uma milha. Você pode usá-lo em qualquer placa com soquetes AM2+ ou AM3 (após um upgrade do BIOS). A combinação de uma simples atualização e CPUs com preços baixos de cerca de 300 dólares resulta em uma excelente alternativa para atualizar sua placa mãe e memória já existentes, se você só quiser colher benefícios de um processador novo e atualizado.

4) Intel Core i3-540
Pontuação no Benchmark: 115

A confusão é grande com a linha Core de processadores Intel. Prova disso: o Core i3-540 tem um desempenho geral superior do que o teoricamente mais potente Core i5-750!

Como dissemos, os nomes nem sempre significam melhorias no desempenho. O Core i3-540 é um processador dual core de 3.06GHz, parte da linha de chips Clarkdale, da Intel. Lançada quatro meses depois da Lynnfield (família do Core i7-870), a Clarkdale é baseada em um processo de produção de 32 nanômetros, contra o design de 45 nanômetros da linha Lynnfield.

Com preço em torno dos R$ 254,00, o Core i3-540 não tem a tecnologia Turbo Boost, portanto sua velocidade máxima é 3,06GHz. Apesar dessa limitação e dos pequenos 4MB de cache L3, ele ainda teve um desempenho 8,5% superior no WorldBench 6 em relação ao Core i5-750.

O Core i3-540 é bem equipado para usuários domésticos – ele não apenas oferece um desempenho dual-core formidável como também tem um processador de vídeo (GPU) integrado à CPU. No entanto, a combinação de desempenho e processamento gráfico integrado pode lhe custar uma nova placa mãe, já que o popular chipset P55 não suporta o núcleo gráfico do Core i3-540. Procure placas-mãe baseadas nos chipsets Q57, H55 ou H57.

5) AMD Phenom II X4 945
Pontuação no benchmark: 110

O Phenon II X4 945 da AMD é uma alternativa forte ao poderoso Phenon II X6 1090T. A AMD lançou os primeiros processadores Phenon II – as CPUs quad-core “Deneb” – em janeiro de 2009. Depois vieram os processadores de três núcleos X3. Alguns meses mais tarde, foi a vez do processador X4 945, de 3.0 GHz, que trouxe o suporte completo ao soquete AM3. Um dos benefícios deste design é que o AM3 permite utilizar memórias DDR3 no sistema.

Esse processador de R$ 246,00 se mostrou apenas 7% mais lento em reção ao Phenon II X6 1090T nos nossos testes com o WorldBench 6. Os chips são similares: O X6 é um parente do X4 com dois núcleos extras. Ambos têm 6MB de cache L3 e operam em um barramento HyperTransport de 2GHz, mas o X6 1090T tem clock de 3GHz com overclocking automático de até 3.6GHz.

6) AMD Athlon II X4 635
Pontuação no benchmark: 110

O Athlon II X4 635 mostra que cortar o cache L3 de um processador não é necessariamente um golpe fatal em seu desempenho. Ele é o equivalente em termos funcionais do Phenon II X4 945. Ambasos processadores são baseados no soquete AM3, mas o X4 945 suporta um multiplicador de 15x, enquanto o Athlon II X4 635 trabalha com 14,5x, o que resulta em uma pequena diferença na frequência do clock.

Por R$ 210,00, o X4 635 é um pouco inferior em relação ao Phenon II X4 945. A maior diferença é que ele não tem cache L3, mas isso não afeta a pontuação do processador no resultado geral do WorldBench 6.

7) Intel Core i5-750
Pontuação no Benchmark: 106

Membro da família de chips Lynnfield da Intel, este processador de 2,66GHz tem as mesmas características do Core i7-870 com uma grande diferença: esse modelo não tem a tecnologia hyperthreading – você terá apenas quatro núcleos físicos ao invés dos oito “núcleos virtuais” que teria no seu sistema com o Core i7-870.

E como essa diferença afeta esse chip de R$ 349,00? Nossos testes no WorldBench 6 mostraram uma queda de desempenho de 17% em relação ao i7-870, quase o dobro da diferença entre os clocks de ambas as CPUs, que é de 9%. A diferença nos testes com multithreading é notável: no teste com o Cinebench, a o i5-750 teve um desempenho 40% menor do que o i7-870.

Além do controlador de memória dual-channel do processador (que significa apenas quatro slots DIMM), o controlador PCI Express interno do soquete 1156 suporta uma conexão PCI-E de x16 ou duas conexões x8. Isso não será problema, a menos que você planeje utilizar duas placas gráficas em paralelo.

8) AMD Athlon II X2 255
Pontuação no Benchmark: 101

Este processador mais básico não é tão mais lento do que o Phenom II X6 1090T, mas o quando o assunto é aplicativos em multithreading, ele é um desastre.

Com custo de R$ 131,00, esse processador dual core de 3,1GHz não tem nenhum cache L3. E o seu cache L2 (memória que é tipicamente menor, mais rápida e mais próxima do processador) está dividida em 1MB por núcleo. Como um modelo para soquete AM3 de 45 nanometros, ele é compatível com qualquer placa mãe baseada nos soquetes AM3 ou AM2+.

Em termos de desempenho, se comparado com o top de linha da AMD, o Phenom X6 1090T, o X2 255 é apenas 15% mais lento nos testes gerais, mas 70% mais lento no Cinebench, que faz testes focados em uso simultâneo de múltiplos núcleos.

Fonte: PC World

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