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CALA A BOCA!

 

“A palavra é prata, o silêncio é ouro”, não é à toa que o provérbio chinês nunca deixa de ser citado. No ambiente de trabalho, por exemplo, tudo o que você pensa deve ser repensado antes de ser pronunciado.

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Para construir a credibilidade, você traça um caminho longo de ideias e resultados, mas, para destruir todo este legado, basta falar uma frase de mau gosto e deixar que ela se propague pelos departamentos da empresa. O site AreaH consultou especialistas em recursos humanos e separou dez dicas sobre o que não falar no ambiente de trabalho. Anote!

1. “Eu não preciso do dinheiro” ou “eu não trabalho por dinheiro”

Cuidado com esse tipo de colocação. Pode até ser que você tenha uma boa situação financeira, que seus pais ajudem você no complemento da renda, mas não é de bom tom afirmar isso, até porque você nunca vai ser o primeiro a ser lembrado na lista do chefe para ter um aumento, e, mesmo quem não precisa de dinheiro, gosta de dinheiro.

2. Não faça ameaças

“Se não for dessa forma, eu vou pedir demissão”. As ameaças representam um sinal de fraqueza. Se você tem um problema, tente resolvê-lo da forma mais adulta possível, coloque a situação que te incomoda para seu superior e não se comporte como um bebê chorão, que não gosta de ser contrariado.

3. “Que roupa é essa?”

O jeito que as pessoas se vestem não interfere na produtividade delas. Gosto não se discute. Se um colega de trabalho estiver mal vestido, não torne isso público, é ofensivo, humilhante e queima o filme, gerando desconforto e antipatia geral no escritório. Aprenda a guardas certas opiniões.

4. Nunca diga qualquer coisa em particular que você não diria publicamente

Gerentes e diretores discutem muitos assuntos a portas fechadas, isso é natural. Se você ainda não chegou a esta posição, lembre-se de não tornar público um comentário que você não faria na frente de todos. Opiniões negativas podem destruir sua imagem na empresa e deixar você taxado como fofoqueiro.

5. Não afirme que você está “in” com o chefe

Seu chefe pode gostar de você, mas negócios são negócios e a simpatia recíproca entre vocês dois nunca vai mudar a máxima do mundo corporativo. Antes de achar que você é bem quisto, desenvolva um bom trabalho, este é o caminho.

6. Não subestime a capacidade dos outros

Você é esperto, que bom, mas sempre vai existir alguém mais esperto que você. Não diminua a capacidade das pessoas que trabalham com você. Se eles são bons ou não no que fazem é o gestor que deve analisar, não você.

7. Não faça leilão

Quando você diz ao chefe: “Recebi uma proposta para ganhar mais”, isso deve ser verdade. Não invente esse tipo de argumento para tentar um aumento. Fazer leilão mostra que você só está interessado no dinheiro e nem sempre no trabalho oferecido.

8. Não se proponha a fazer o que não sabe

Você quer, a todo custo, ser um cara mais importante na empresa em que trabalha e para isso se oferece para fazer uma tarefa que não domina.  O caminho é, antes de tomar uma responsabilidade para si, dominar o assunto, do contrário, fique na sua para não destruir sua credibilidade.

9. Não comente sobre as mulheres do escritório

Antes de falar sobre as mulheres que trabalham na mesma empresa que você, principalmente se você for funcionário novo, certifique-se que ela é livre. Imagine se a mulher que você está elogiando loucamente for namorada de alguém do mesmo departamento que o seu ou outro qualquer. Também evite fazer fofoca sobre romances do escritório, exemplo: “Sicrano já pegou a Beltrana”. É extremamente deselegante.

10. Não levante a bandeira do outro

Você é um cara valente e adora comprar uma briga, ou melhor, qualquer briga. Esfrie a cabeça e não arrume encrenca no trabalho por conta das reclamações de outras pessoas. Fazer motim é absolutamente prejudicial para sua imagem com os gestores, e brigar não é o caminho, conversar antes é sempre melhor.

http://br.noticias.yahoo.com/cala-a-boca-.html

POR QUE VOCÊ GOSTA DE QUEM TE MALTRATA?

Imagino que, num primeiro momento, qualquer pessoa com um mínimo de sanidade responderia a essa pergunta com um sonoro e seguro “claro que não gosto de quem me maltrata!”. E ainda bem! Afinal, seria mesmo estranho ouvir alguém contando, alegre e satisfatoriamente, sobre o quanto adora ser agredido, desprezado e ignorado.

No entanto, bastariam se auto-observar um pouco mais para que algumas pessoas se dessem conta do quanto, ao longo da vida, vão escolhendo se relacionar justamente com quem mais lhe trata mal. Inconscientemente ou sem conseguir evitar, quando menos esperam, se veem envolvidas, interessadas e até completamente apaixonadas por quem é grosseiro, frio, insensível e até agressivo.

Obviamente, com o tempo, é impossível amar alguém assim sem carregar, no mesmo pacote, uma dose cavalar de ressentimento, mágoa e raiva. Somos humanos e vivemos em busca de reconhecimento, aceitação e amor. É isso que nutre nosso corpo, nossa alma e nossa existência. É isso que nos ajuda a nos manter saudáveis e felizes.

Então, por que será que relações pseudo-sado-masoquistas existem aos montes? Ou seja, por que será que, mesmo afirmando categoricamente que desejam outro tipo de relacionamento, algumas pessoas sempre terminam no lugar de vítimas e sofredoras na dinâmica do amor?

Bem, talvez seja importante esclarecer, antes de qualquer coisa, que ninguém, absolutamente ninguém, continua numa relação onde não está ganhando absolutamente nada! Talvez, o ganho seja justamente a carapuça de “bonzinho”, “coitadinho”, “tão compreensivo e tão incompreendido”. Cada um baseado em suas crenças sobre o que seja amar, vai buscar nas relações que vive a confirmação de que está certo, de que tem razão.

Portanto, se você acredita – mesmo sem nunca ter se dado conta disso – que amar é se submeter, é ceder sempre, é suportar tudo pelo outro, é ultrapassar dificuldades, independentemente do quanto se tem de prazer e satisfação na relação… então, sinto muito! Só terá olhos para quem te proporciona esse cenário de horror! Especialmente porque, no fundo, você acredita que esse horror é sinônimo de um amor verdadeiro, comprometido e que vai garantir seu lugar de alguém que não desiste da chance de ser feliz.

Mas o fato é que tudo isso é um grande engano. É a compra de um passaporte só de ida para um mundo repleto de angústia, frustração e tristeza. É a sua assinatura num contrato que promete aos candidatos a pombinhos: “E foram infelizes para sempre”.

Se você realmente não deseja essa história para a sua vida, sugiro que comece a construir e alimentar novas crenças urgentemente. Sugiro que comece a observar e constatar, por meio de experiências de outros casais, o quanto é possível e maravilhoso viver uma relação onde grosserias e agressões são lamentáveis exceções e não a base deste encontro.

Construa mentalmente ou até escreva a história de amor que você deseja viver. Como você é nesta relação? Como o outro é? Como vocês se tratam? Sobre o que falam? Qual o tom de voz que usam? Com qual objetivo conversam: descobrir quem está certo ou chegar a um consenso?

Enfim, amor é, sobretudo, uma ferramenta de construção interior que deve servir para nos tornar pessoas melhores. Não estou querendo insinuar que é possível viver um relacionamento sem nunca ter problemas, discussões ou diferenças. Claro que isso faz parte. Mas a questão é: que parte é essa? Se for quase toda, senão a relação inteira, é hora de rever sua dinâmica e suas escolhas! E quando encontrar as respostas dentro de si mesmo, certamente vai se envolver com quem te trata muito bem, assim como você!

Dra. Rosana Braga
Consultora

TORNE A VIDA MENOS COMPLICADA

 
Revista Terceira Civilização, Dezembro de 2006 — Edição n.º 460, Editora Brasil Seikyo

Não há uma receita para ser feliz. Cada pessoa é um ser único e tem suas dificuldades e fraquezas. Porém, algumas dicas podem ajudar a superá-las e valorizar mais a vida. Nesse sentido, seguem abaixo onze pontos que podem contribuir para tornar a vida menos tensa:

1. Vença o orgulho. Aprenda a surpreender – Pode-se dizer que esse é um dos grandes desafios de todas as pessoas. Diante das controvérsias, olhar para si e vencer o próprio orgulho, agindo de forma diferente do que as pessoas esperam, pode ser um grande passo para sentir uma enorme satisfação. Aprenda a pedir desculpas por seus erros e elogiar os demais por suas qualidades. Essa atitude é uma demonstração de respeito por si e pelas demais pessoas.

2. Não se deixe influenciar por tudo o que ouve. Algumas vezes, as pessoas podem menosprezá-lo com palavras, fazendo-o sentir-se o pior dos seres humanos. Nesse caso, reflita sim sobre o que elas falam, mas não permita prejudicar sua auto-estima. .

3. Numa discussão, não traga à tona o passado. Resolva as questões do momento presente. Lembre-se: o passado não dá para mudar, o presente está sendo vivido, e o futuro está sendo construído neste instante. Então, valorize o presente.

4. Cuide do que lhe diz respeito. Se cuidar de algo que não é de sua responsabilidade não acrescenta em nada, para que se preocupar?

5. Ria. Segundo pesquisas, ao rir, uma pessoa move mais de quatrocentos músculos de todo o corpo, oxigena os pulmões e estimula a circulação sangüínea. O riso libera todo tipo de hormônio e substância benéfica, deixando o corpo em perfeito estado. Segundo os cientistas, cinco minutos de riso correspondem a 45 minutos de ginástica aeróbica, e uma hora de estresse equivale a cinco horas de trabalho físico intenso e não gratificante. Então, para quê viver de "cara amarrada"?

6. Saiba ouvir – Saber ouvir, e não ouvir esperando seu momento de falar, ou seja, sem prestar atenção ao que a outra pessoa está falando, é uma demonstração de consideração pelos demais e uma oportunidade de enriquecer a própria vida por meio dessa troca de experiências.

7. Aprimore seu caráter – Não se deixe levar por situações negativas pensando: "Se todos fazem, por que eu não posso fazer?"

8. Tenha bons amigos. Aproxime-se de pessoas que o ajudam a crescer

9. Viva com gratidão – Mesmo as circunstâncias negativas podem levá-lo ao sucesso. Por isso, não se concentre apenas nas dificuldades, agradeça pelas oportunidades de poder mudar para vencer. Mas não coloque a dificuldade acima do desejo de vencer.

10. Seja autêntico. Conforme o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, sempre diz: "Não se compare aos outros". Aprenda com as outras pessoas, mas não é necessário ser como elas. Seja você mesmo. Tenha confiança de si. Quebre paradigmas. Mude. Mas isso não significa abrir mão dos seus valores culturais e assumir uma posição que as outras pessoas desejam, deixando de ser você mesmo.

11. Seja o melhor em algo. Faça algo que lhe traga orgulho. Dê o máximo de si em tudo aquilo que se propuser a fazer e não espere pelos outros. Assuma a responsabilidade para si.

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Mitologia e Nardoni – texto bem interessante

 
Complexo de Nardoni

(texto de Diana e Mario Corso, psicanalistas, publicado em 03 de abril de 2010 no jornal Zero Hora)

A mitologia geralmente nos ajuda nas tragédias humanas: sempre podemos invocar uma personagem prototípica para uma situação real. Os romanos tinham as Fúrias (para os gregos Eríneas), terríveis deusas da vingança. Mas não era qualquer vingança que as despertavam, elas infernizavam a vida de quem derramou o sangue de seu sangue. E elas estavam lá, do lado de fora do tribunal, onde era julgado o casal Nardoni, havia uma multidão “enfurecida”, que não fazia outra coisa que esperar para linchar.

Mas no caso do assassinato da pequena Isabella, a mitologia nos deixa na mão. Não é por falta de pais filicidas, mas estes geralmente são como Cronos, e o faziam por que queriam impedir a nova geração e, logo, a sua decadência. Laio, pai de Édipo, também tentou livrar-se do filho predestinado a eliminá-lo. Ou ainda Licaon que para enganar os deuses sacrifica um filho. Até na bíblia, Abrão quase mata seu filho, num sacrifício necessário para provar sua fidelidade a Deus. Porém, de um homem que mate um filho para viabilizar seu amor por uma outra mulher não temos notícia.

Um historiador pode nos lembrar de reis que, em brigas por sucessão, devem ter matado um filho por razões de estado, ou até em defesa da sua libertinagem, mas suas histórias não são mitos. Estes são como uma espécie de esquema que usamos para decodificar nossa alma e os fatos de uma vida. Por isso o menu é vasto, a maior parte de nossas dores, medos e desejos têm seus personagens correspondentes, que protagonizam tramas que lhes dão corpo, tornando visível e compreensível o que está em nosso interior.

Falta um homem para rivalizar com Medéia, afinal ela mata seus filhos para atingir o pai deles, que o deixou por outra. O mundo está cheio de Medéias, mulheres que cultivam uma paixão ao avesso pelo ex-marido e destroem tudo em volta: o que era amor e fertilidade torna-se ódio e destruição. Depois de deixadas só vivem para a vingança.

Mas onde está o mito, versão masculina, que possa ser evocado da história do pai que destrói seus filhos por abandono quando funda um novo lar? E por favor, para cada Medéia existem dezenas de pais que somem da vida de seus filhos, como se eles tivessem morrido junto com o amor que acabou. Quando deixam de amar a mãe de seus filhos, desligam-se afetivamente também deles. Podem até visitá-los esporadicamente, pagar a pensão, lembrar deles no natal, mas não existe uma real conexão. O filho é um incômodo peso dum passado que ele quer esquecer. Qualquer terapeuta pode corroborar esse fato, pois somos nós que depois tentamos colar os cacos desses filhos, seres frágeis, não raro pouco apegados à vida. Muitas vezes, vivendo uma depressão que não tem outro fundo do que a espera inútil de que finalmente o pai venha buscá-los para passear.

Há mães que abandonam seus filhos, deixando-os aos cuidados da própria mãe ou de parentes acolhedores, desistem ou não se engajam na causa dessa maternidade. Da mesma forma, muitos homens tomam a chegada de um filho como uma carta bomba, a qual não tem a mínima intenção de abrir, no máximo reconhecem a paternidade e encaram a pensão como uma espécie de extorsão. Essas são situações nas quais os pais nem começam a história como tais. Tampouco é disso que se trata desta feita.

Neste caso, temos a eliminação de um filho, por um homem, como um sacrifício para provar a devoção a um novo amor, ou para atingir ou ainda livrar-se do antigo. Mais que pais, trata-se de amantes que procriaram, colocaram no mundo, querendo ou não, encarnações duma história de amor e ou sexo, e então geraram um fato indelével daquele laço. Porém não existe ex-filho, a existência e sobrevivência dessa pessoa que eles criaram, esse ser cujos traços guardam a combinação dos pais, pode ser muito romântica para muitos casais, mas é um pesadelo para outros. Para esses homens o filho é um zumbi, um morto vivo que ameaça devorar sua fantasia de começar de novo, de zerar a vida num novo idílio com outra mulher, ou mesmo sua existência corrói sua pretensa liberdade.

Nada sabemos do amor entre o pai de Isabella e sua nova mulher, com quem constituiu outra família, tampouco do romance que do qual a menina se originou. Isso não vem ao caso, estamos tomando essa situação, na qual um casal se une para eliminar uma criança de uma união anterior, como tragicamente prototípica. Poderíamos tomá-la como um mito, no qual a criança sobrante de uma relação anterior é insuportável para a nova mulher. Seu marido encara a intolerância dela como ato de amor: ela o queria só para si, o passado que não a inclui deve ser apagado; ele consente com o sacrifício daquele resto do passado, considera que um filho não deve sobreviver ao amor, pois para sempre o representará.

O abandono, este sim freqüente na realidade, por parte do pai que parte e se desliga da prole, e recomeça uma família a cada nova paixão, não é tão trágico. Neste caso, os filhos não precisam morrer, mas não devem esperar dele mais que quase nada. Isso ocorre por que é a mulher que cumpre a função de colocar o pai em seu lugar, designá-lo, ciceronear o encontro entre pai e filho. Para muitos homens, sem a intermediação dela, não persiste esse vínculo que não se libertou desse expediente de origem. O que sucumbe é uma paternidade que não terminou de se instalar.

Nem sempre o homem da mãe é pai de seus filhos, há muitos deles que nunca se tornarão tais, por mais que reproduzam. Para estes, sua prole é carne a serviço de obsessões amorosas, darão filhos a elas e os deixarão de lado quando tudo terminar. Nardoni tomou isso ao pé da letra, emprestando uma face trágica a uma seqüela indesejável da grande conquista jurídica que foi o divórcio.

Consultado, o professor Moreno, que sempre nos refresca a relação com os mitos, sugeriu para este drama um parentesco com Macbeth, um homem que faria qualquer coisa em sua subserviência.

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