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TIRIRICA – ELEIÇÕES 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

 

Tiririca admite que teve ajuda para escrever declaração em que declara ser alfabetizado

Tiririca em campanha pela zona sul de São Paulo - 23/09/2010

Tiririca em campanha pela zona sul de São Paulo – 23/09/2010 (Sebastião Moreira/EFE)

 

Eleito deputado federal pelo PR com 1,3 milhão de votos, Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, admitiu à Justiça que teve ajuda para redigir o documento em que afirma ser alfabetizado. De acordo com a edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S. Paulo, Tiririca informou que foi sua mulher quem o ajudou a escrever a declaração.

Isso porque, segundo a defesa do deputado eleito, os anos de trabalho no circo provocaram em Tiririca uma lesão que dificulta a aproximação do dedo polegar do indicador. A defesa foi entregue na segunda-feira ao juiz Aloísio Sérgio Rezende Silveira, da 1.ª Zona Eleitoral de São Paulo.

Tiririca é acusado de falsificar o documento em que tentava provar saber ler e escrever, requisito obrigatório para ser candidato a cargo público. Um laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística a pedido do promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes detectou que “o autor dos manuscritos examinados possui uma habilidade gráfica maior do que aquela que ele objetivou registrar ao longo do texto da declaração”.

A defesa do deputado eleito também se baseia em laudos e pareceres de fonoaudiólogos e psicólogos. Os especialistas analisaram o que os advogados de Tiririca classificam como uma dificuldade de dicção dele – e seus reflexos. Os profissionais ainda explicaram as consequências que a origem familiar humilde teve na formação educacional do palhaço.

Caso se comprove que Tiririca não sabe ler nem escrever, o deputado poderá ser condenado a cinco anos de reclusão e pagamento de multa por “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”. No dia 3 de outubro, ele foi eleito com a maior votação do país.

Para o promotor Maurício Ribeiro Lopes, não restam dúvidas de que o palhaço é analfabeto e fraudou não só o documento entregue à Justiça como também a carteira de habilitação que tirou em 1996, na mesma semana em que sua mãe, Maria Alice Oliveira Silva, declarou a VEJA que o filho sabia apenas “desenhar o nome”. Assim como para ser candidato a deputado, saber ler e escrever é critério para dirigir no território nacional.

Fonte: Veja

ELEIÇÕES E A INFLUÊNCIA DAS IGREJAS

Por Lourival Sant?Anna, estadao.com.br, Atualizado: 10/10/2010 0:51

Eleição mostra influência das igrejas

A estridência com que o debate moral e religioso emergiu para o topo da agenda nessa eleição presidencial criou a sensação de aumento da influência das igrejas sobre o voto, e de que os candidatos – em especial Dilma Rousseff – foram pegos de surpresa e vitimados pelo dilúvio bíblico. Mas a religião está intensamente envolvida na política brasileira desde que o Descobrimento foi celebrado com uma missa. E os políticos – incluindo Dilma – têm lutado pelo voto religioso com a mesma sofreguidão com que pastores e bispos têm buscado influência e poder – seja por lobby ou por participação direta nos partidos.

Embora se mostre agora perplexa com a ‘invasão’ de temas morais e religiosos no debate eleitoral, Dilma está em ‘peregrinação’ pelo voto católico e evangélico desde o fim de 2008, lembra o sociólogo Ricardo Mariano, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Em novembro daquele ano, com um véu cobrindo a cabeça – como manda o protocolo -, Dilma participou de audiência com o papa Bento XVI no Vaticano. Nela, Lula selou acordo com a Santa Sé, comprometendo-se com uma lista de reivindicações da Igreja, incluindo a orientação católica no ensino religioso nas escolas públicas, o que originou uma ação do Ministério Público questionando sua legalidade. Mediante a bênção do papa, Lula lançou Dilma para a presidência, em entrevista a cinco jornalistas italianos. De lá para cá, Dilma visitou inúmeras lideranças religiosas – assim como Serra e Marina.

A deferência de Lula parece resultar da experiência. Enquanto não buscou o voto evangélico, Lula foi derrotado nas disputas presidenciais de 1989, 1994 e 1998, quando esse voto foi maciçamente despejado em Fernando Collor e, duas vezes, em Fernando Henrique Cardoso, respectivamente. No primeiro turno de 2002, os evangélicos votaram no ‘irmão’ Anthony Garotinho. Foi a partir daquele segundo turno que Lula passou a compartilhar grande parte desses votos, graças a uma aliança com a Igreja Universal do Reino de Deus, lembra Cesar Romero Jacob, autor de A Geografia do Voto nas Eleições Presidenciais do Brasil: 1989-2006. ‘Lula se tornou pragmático, foi para o centro e atraiu os evangélicos.’

Alianças. Baseado em suas pesquisas, Jacob traça um axioma segundo o qual para se vencer eleições presidenciais no Brasil é preciso aliar-se às oligarquias locais no interior do País e aos políticos populistas e líderes pentecostais na periferia pobre das regiões metropolitanas; além de elaborar um discurso para a classe média urbana. Foi o que Collor, FHC e Lula fizeram antes de se elegerem presidentes, diz o analista.

A questão religiosa afeta Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva de formas muito distintas, observam os especialistas. Serra, de uma certa maneira, foi vacinado contra a propaganda viral dos grupos anti-aborto em 2002, quando disputou a presidência pela primeira vez. Naquela campanha, ele percebeu que seria prejudicado pela informação de que tinha, como ministro da Saúde (1998-2002), implantado no Sistema Único de Saúde (SUS) procedimentos de aborto previstos na lei – em casos de estupro e risco de vida para a gestante. Além disso, o SUS começou a distribuir a pílula do dia seguinte, considerada abortiva pelos conservadores. Serra passou então a declarar-se contrário à descriminalização do aborto, que segundo ele levaria a uma ‘carnificina’.

Convicções. Marina, como integrante da Assembleia de Deus, tem uma relação bem diferente com o tema. Os religiosos conservadores confiam nas suas convicções morais. Seu problema é o inverso, observa Ricardo Mariano: como pertencente à minoria evangélica (de um quarto a um quinto da população) em meio a uma maioria católica (dois terços dos brasileiros), ela tomou o cuidado de não ser vista como candidata dos evangélicos – ao mesmo tempo em que visitou seus templos tão ou mais frequentemente do que Dilma e Serra. Marina lava as mãos e propõe que um plebiscito resolva o assunto do aborto.

A situação de Dilma é mais delicada. O YouTube, site de exibição de vídeos na internet, apresenta declarações suas em termos considerados inaceitáveis por muitos conservadores. Em 2007, ela diz, em entrevista à revista IstoÉ: ‘Sou a favor de uma legislação que obrigue a ter tratamento para as pessoas para não correr risco de vida, igual aos países desenvolvidos do mundo inteiro, para quem estiver em condições de fazer o aborto ou querendo fazer o aborto.’ À pergunta sobre se é um ato de livre escolha, ela respondeu: ‘Acho que tem de ser tratado como uma questão de saúde pública.’

Fonte:

ESTADÃO (estadao.com.br) via MSN (msn.com)

ELEIÇÕES/2010 – 2º TURNO – PESQUISA DATAFOLHA

Por Jair Stangler/SÃO PAULO, estadao.com.br, Atualizado: 9/10/2010 16:23

Datafolha mostra Dilma com 54% dos votos válidos contra 46% de Serra

Pesquisa Datafolha divulgada na edição de domingo, 10, do jornal ‘Folha de S.Paulo’ aponta a candidata do PT à Presidência da República com 48% das intenções de votos contra 41% de José Serra (PSDB). Em número de votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 54% contra 46% de Serra. 4% dos eleitores afirmaram que irão votar em branco ou nulo e outros 7% estão indecisos.

Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 1º e 2 de outubro, o instituto havia feito uma simulação para o segundo turno. Dilma aparecia com 52% dos votos totais contra 40% de Serra. 5% afirmaram que votariam em branco ou nulo e 3% estavam indecisos.

Herança de Marina

O Datafolha questionou também os eleitores de Marina Silva (PV), que teve quase 20 milhões de votos no primeiro turno, sobre a intenção de voto no segundo turno. 51% dos que votaram em Marina no primeiro turno declararam voto em Serra. Dila herda 22% dos votos de Marina. Na pesquisa anterior, a petista tinha 31% dos votos da candidata verde. Serra tinha 50% às vésperas do primeiro turno. O número de indecisos entre os verdes teve um aumento considerável, passando de 4% no primeiro turno para 18%.

Estratificação

Na divisão por região, Dilma aparece com ampla vantagem no Nordeste, onde registra 62% das intenções de voto, contra 31% de Serra. No Sudeste, há empate técnico (situação em que a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro): o tucano registra 44% contra 41% da petista. No Norte/Centro-Oeste, o cenário também é de empate técnico: Serra tem 46% e Dilma, 44%. A região Sul é a única onde Serra lidera fora da margem de erro: 48% a 43%.

Na segmentação por renda, Dilma lidera por 52% a 37% entre quem ganha até 2 salários mínimos e por 47% a 41% entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos. Já Serra obtém 48% contra 40% entre a população que ganha de 5 a 10 salários mínimos e 58% contra 33% entre quem ganha mais de 10 salários mínimos.

Dilma lidera entre os homens, por 52% a 39%. Entre as mulheres, empate técnico: 43% para a petista contra 44% de Serra. Na segmentação por escolaridade, Dilma lidera entre quem tem o ensino fundamental, com 54%, contra 36%. Entre os eleitores que têm o ensino médio, outro empate técnico: 44% para Dilma, 45% para Serra. O tucano lidera com 50% das intenções de voto entre eleitores com curso superior, contra 36% de Dilma.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal e pela Rede Globo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado na sexta-feira, 8, com 3.265 eleitores em 201 municípios e está registrado no TSE com o número 35114/2010.

Fonte:

ESTADÃO (estadao.com.br) via MSN (msn.com)

ELEIÇÕES/2010 – 2º Turno

CAMPANHAS MOSTRAM LÓGICA E VISUAL PARECIDOS EM INÍCIO DE 2º  TURNO

Dilma e Serra fizeram eventos políticos com aliados em Brasília. Até nos painéis campanhas se parecem.

iG Brasília | 07/10/2010 07:00

No início do segundo turno, as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT ) adotam visuais e lógicas similares e realçam uma pasteurização da política. Os dois presidenciáveis tiveram como primeiro evento público uma reunião de aliados e posaram para fotos sob grandes painéis. Ambos também procuraram se aproximar do eleitorado da terceira colocada Marina Silva (PV), numa tentativa de herdar os votos da candidata verde.

Em evento realizado no hotel Alvorada, Dilma recebeu governadores e congressistas eleitos no primeiro turno. Ao falar com a imprensa, deixou ser fotografada sob um painel com imagens dela ao lado de Lula e o slogan “Para o Brasil Seguir Mudando”, já adotado no primeiro turno. Serra fez algo bem parecido. No Centro de Convenções Brasil 21, sentou-se ao lado de aliados eleitos e não eleitos sob um painel com novo slogan “Serra é + Brasil” em verde.

A cor e o sinal “+” foi uma referência direta à campanha de Marina Silva (PV), cujo slogan era “Sou + Marina”. Como Serra, a candidata permitia a proximidade dos jornalistas para entrevistas. Dilma não. Preferia usar um pequeno púlpito e uma cerca para separá-la dos jornalistas. Esse estilo adotado no primeiro turno acabou abandonado diante das críticas de que era contra a liberdade de imprensa. Agora no segundo turno, aproxima-se dos repórteres.

 

Dilma e aliados com painel atrás

No início do segundo turno, as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT ) adotam visuais e lógicas similares e realçam uma pasteurização da política. Os dois presidenciáveis tiveram como primeiro evento público uma reunião de aliados e posaram para fotos sob grandes painéis. Ambos também procuraram se aproximar do eleitorado da terceira colocada Marina Silva (PV), numa tentativa de herdar os votos da candidata verde.

Em evento realizado no hotel Alvorada, Dilma recebeu governadores e congressistas eleitos no primeiro turno. Ao falar com a imprensa, deixou ser fotografada sob um painel com imagens dela ao lado de Lula e o slogan “Para o Brasil Seguir Mudando”, já adotado no primeiro turno. Serra fez algo bem parecido. No Centro de Convenções Brasil 21, sentou-se ao lado de aliados eleitos e não eleitos sob um painel com novo slogan “Serra é + Brasil” em verde.

José Serra subiu ao palco ao lado de Geraldo Alckmin, eleito governador de São Paulo, e comemorou a ida para o segundo turno das eleições para Presidente

A cor e o sinal “+” foi uma referência direta à campanha de Marina Silva (PV), cujo slogan era “Sou + Marina”. Como Serra, a candidata permitia a proximidade dos jornalistas para entrevistas. Dilma não. Preferia usar um pequeno púlpito e uma cerca para separá-la dos jornalistas. Esse estilo adotado no primeiro turno acabou abandonado diante das críticas de que era contra a liberdade de imprensa. Agora no segundo turno, aproxima-se dos repórteres.

Adversários de Dilma frequentemente tem os passos controlados por sua equipe de comunicação e marketing. Isso porque não ela tem experiência em campanhas políticos (esta é a primeira eleição que concorre a um cargo político. Nesta quarta-feira, foi a vez de Serra ser criticado por um dos seus lados pela excessiva participação de marqueteiros em campanha no primeiro turno. A declaração partiu o ex-presidente e senador eleitor Itamar Franco (PPS-MG).

“Vossa excelência é um homem que não precisa tanto dos marqueteiros. Tem sua vida limpa”, disse. “Seja mais Serra do que um marqueteiro. Seja mais o senhor que um marqueteiro. Porque vossa excelência tem uma vida limpa que pode se comparar com quer que seja. Nós não podemos esconder ninguém do nosso lado”, completou Itamar, referindo-se ao fato de Serra não ter usado a imagem da Fernando Henrique Cardoso na propaganda eleitoral.

Dilma também não foi poupada por seus aliados. O PMDB tornou público nesta quarta-feira que não gostou de o partido ter sido omitido da propaganda eleitoral na TV. A reclamação partiu do próprio candidato a vice de Dilma, Michel Temer: “O que o PMDB reclama é não ter aparecido, por exemplo, nos programas de televisão. Eles achavam que se houvesse uma palavra minha chamando os peemedebistas de todo o Brasil, seria útil”.

Fonte: IG

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