Posts tagged ‘Rosana Braga’

VOCÊ ESCOLHE OU É ESCOLHIDO?

 

Que a vida é feita de escolhas, não resta dúvida. Escolhemos a todo o momento, seja consciente ou inconscientemente. Inclusive, até a decisão, também consciente ou não, de não escolher, é uma escolha. E algumas vezes, uma das mais perigosas!

Acontece que, por falta de autoconhecimento ou até mesmo por medo de descobrir que o momento é de espera e de não saber lidar com a ansiedade que esta expectativa provoca, muitas pessoas se deixam escolher e depois simplesmente se lamentam pelas conseqüências, como se nada pudessem ter feito.

Quando se trata de relacionamentos amorosos, a preferência por se deixar escolher é mais frequente do que imaginamos. Talvez seja a razão por que tantas pessoas se dão conta, depois de algum tempo, do quanto poderiam ter evitado algumas catástrofes emocionais, se tivessem sido mais imperativos no momento da escolha, se tivessem dado ouvidos à sua intuição ou aos sinais que a vida mandou… Porque ela sempre manda!

Sim, é verdade que existe um dito popular avisando que “quem muito escolhe acaba escolhido”. Entretanto, o lembrete serve para nos alertar sobre o excesso de críticas, o orgulho exagerado ou a análise que paralisa, que impede a tomada de decisão.

Ou seja, o ideal é aprender a calibrar o coração para que não haja nem negligência no ato de decidir se é hora de exercitar o amor ou de esperar, nem um medo sem sentido de tentar de novo. Pessoas carentes demais, que aceitam qualquer relacionamento para aplacar seu pavor de ficar só e ter de encarar a si mesmo e suas limitações, certamente, vão terminar e começar relações sem se questionarem qual o aprendizado, qual o amadurecimento para um futuro encontro que seja mais satisfatório e harmonioso.

Por outro lado, pessoas críticas demais, orgulhosas demais ou que morrem de medo de se entregar a uma relação e vir a sofrer, também pagarão um preço alto, muitas vezes amargando a solidão e se privando da alegria e do privilégio de vivenciar o amor.

Minha sugestão é para que você, em primeiro lugar, tenha muito claro para si o que realmente deseja viver quando o assunto é amor. O que tem para oferecer? Quanto se sente preparado para lidar com as dificuldades que vêm à tona num relacionamento, sejam elas ciúme, insegurança, falta de auto-estima, ausência do outro, diferenças de ritmo, etc.? Quanto já aprimorou sua habilidade de se comunicar, de falar sobre o que sente, o que quer e, principalmente, de ouvir o outro e tentar uma conciliação sempre que necessário?

Depois, com um mínimo de autoconhecimento, sugiro que você se questione e reflita sobre sua noção de merecimento e crenças. Quanto você realmente acredita que merece viver um amor baseado na confiança, na lealdade e na intensidade? Quanto você realmente acredita que possa existir um amor assim? Pode apostar: se você não acredita nesta possibilidade, dificilmente vai viver uma relação que valha a pena, simplesmente porque esta opção não faz parte do seu universo, do seu campo de visão.

E, por último, mais do que ansioso ou distraído, mantenha-se tranqüilo e seguro de que o amor acontecerá no momento certo. Nem antes e nem depois. Não é preciso que você busque desesperadamente. Apenas viva a partir do que existe de melhor em você e permaneça presente, atento ao que acontece ao seu redor. E todo o universo estará conspirando a seu favor, porque, afinal de contas, nascemos para amar e sermos amados.

 

ROSANA BRAGA é Palestrante, Jornalista, Consultora em Relacionamentos e Autora dos livros “O PODER DA GENTILEZA” e “FAÇA O AMOR VALER A PENA”, entre outros.

 

 

 

 

 

Anúncios

A DIFERENÇA ENTRE QUEM QUER E QUEM NÃO QUER

Por Rosana Braga

 

Outro dia li uma frase no livro Namorados para sempre, de Zig Ziglair, que me saltou aos olhos: “as atitudes precedem os sentimentos”.

De certa forma, sempre acreditei em algo semelhante, apostando que os sentimentos precisam ser alimentados com atitudes coerentes. A frase serviu-me para reflexão. Entretanto, nem sempre as teorias ou percepções nos são suficientes para que não caiamos em armadilhas.

 

Temos nos deixado enganar muitas e muitas vezes pelo encanto que as palavras carregam; e por conta disso, elas ganham – pelo menos por um tempo e em algumas relações – um peso maior do que as atitudes.

Isso tem nos custado caro, especialmente quando o outro abusa deliberadamente desta artimanha, sem levar em conta os sentimentos que desencadeia naquele que espera, afinal, certa ‘lógica’ na relação estabelecida.

 

Também aprendi, algumas vezes na prática, que poucas situações na vida são mais enlouquecedoras do que conviver com uma pessoa que fala uma coisa, mas faz outra. Por exemplo: ela é evidentemente mentirosa e vive fazendo fofocas, mas vive reafirmando e tentando convencer a quem quer que diga o contrário de que é sincera e que seu único desejo é ajudar seus amigos.

 

Eu sei que algumas contradições nem valem a pena ser levadas em consideração, pois seria perda de tempo e ingenuidade demais. Porém, quando a situação envolve sentimentos, é muito fácil perdermos a noção da realidade e nos deixarmos consumir pela dúvida que tal comportamento suscita.

 

Quem nunca se envolveu com alguém que vive dizendo que gosta, que está a fim, que quer ficar, mas… paralelamente… suas atitudes demonstram exatamente o contrário? A pessoa não cumpre o que combina, não tem gestos de carinho, diz que vai ligar e não liga, é nitidamente superficial e age como se o outro tivesse bem pouca importância?

Você acha que esta descrição deixou muito evidente que se trata de alguém que não quer assumir nada e nem é coerente com o que ele mesmo vive dizendo? Não conte com isso!

Imediatamente depois de uma atitude que deixa claro o quanto não existe predisposição para viver um relacionamento, vem uma avalanche de palavras tentando nos convencer de que estamos equivocados, redondamente enganados, ou seja, promessas, juras de amor, pedidos de desculpas, propostas de recomeços e, enfim, está armada a arena dos loucos.

 

Restam a quem é o alvo de tal contradição sentimentos como aflição, angústia, insegurança, sensação de que não tem nenhum motivo para continuar apostando nesta relação, mas ao mesmo tempo, o desejo de que – desta vez – quem sabe seja verdade.

Só mais uma chance, só mais uma vez, a última… e de última em última, crescem somente as mágoas e a tristeza; a decepção e até a desconfiança em si mesmas; porque essas pessoas insistem em desmentir sua própria intuição, sua própria percepção de que já acabou… ou que nunca nem existiu essa relação senão na idealização delas.

Até certo ponto, é compreensível, pois fica a questão – esta sim coerente durante algum tempo – gritando dentro dos corações esperançosos: se ele fala tudo o que fala é porque deve haver algum sentimento. Se ele insiste e pede mais uma chance é porque talvez goste um pouquinho… e se eu permitir, talvez consiga conquistá-lo desta vez.

Ok… o talvez ainda é uma possibilidade. Talvez haja mesmo uma mudança de atitude, um comportamento diferente, mas certamente isso não acontecerá enquanto for mantida esta dinâmica confusa e desrespeitosa.

 

Por outro lado, pode ser que algumas pessoas assim nunca mudem, simplesmente porque é assim que aprenderam a se relacionar e não estão dispostas a se rever, por quaisquer que sejam seus motivos. Neste caso, é provável que precisemos sofrer duas, cinco ou até dez vezes o mesmo tombo até perceber que o problema não está na nossa maneira de caminhar e sim no caminho. Até nos darmos conta de que não temos que mudar nossos passos, e sim a direção.

 

Mas é incrível como existem pessoas que passam longos anos se machucando, vendo sua intuição se confirmar enquanto que seu desejo desaba, assistindo no camarote de sua vida à conquista de mais uma dor, de mais uma mentira, de mais uma decepção, sem tomar coragem para dar um basta nisso tudo.

 

Fácil? Não, certamente. Mas absolutamente possível, tenho certeza. Basta que se descubra o significado de um sentimento chamado auto-respeito. Respeitar-se é ter a convicção de que ninguém, a não ser você mesmo, pode acabar com uma circunstância que tem-lhe causado muito mais desgosto e vazio do que alegria e satisfação.

É preciso agir como quem age enquanto se livra de um vício. Repetir para si mesmo algo como o mote dos recuperandos: “somente hoje eu vou dizer não” e até marcar num calendário um círculo ao redor de mais um dia de respeito por si mesmo.

 

Até que chegará o momento em que a aflição terá terminado e você ficará com a sensação de que está, enfim, livre para apostar num outro tipo de relação. Aquele tipo em que as palavras ditas são coerentes com as atitudes tomadas… ou seja, em que o outro diz que quer… e age como quem quer, porque o amor definitivamente não pode ser enlouquecedor.

Fonte: http://www.portalcmc.com.br

ACREDITE MAIS NO QUE OS HOMENS DIZEM…

Se você nunca reparou, comece a notar: muitas mulheres, ao se envolverem com um homem que vai logo avisando que não quer nada sério e que não está pronto para assumir compromisso, tornam-se obcecadas pela ideia de que vão mudar esse sujeito!

Como se passasse a ser sua missão de vida, essas mulheres encontram todas as justificativas do mundo para confirmarem sua intuição: a de que ele gosta, sim, delas, e a de que vai, sim, assumir compromisso com elas. Afinal, toda vez que se encontram – mesmo que seja a cada quinze dias – ele é extremamente carinhoso e atencioso. Acontece que, ainda assim, quando questionado sobre quais são suas reais intenções, ele volta a ser claro e objetivo: “não quero assumir compromisso agora”.

Na verdade, o que ele está dizendo é exatamente isso! Ou talvez, possamos traduzir como algo do tipo “não quero assumir compromisso com você. Você é ótima companhia, linda e tal, mas não mexe comigo o suficiente para te assumir como namorada ou algo mais”.

No entanto, como raros são os que chegariam à tamanha clareza, elas continuam preferindo acreditar que, com mais um pouco de paciência e persistência, eles vão mudar! E assim, passam-se meses e até anos até que um belo dia elas se dão conta do tempo que perderam, inutilmente. E do quanto se sentem usadas, cansadas e com a autoestima bastante machucada.

Claro que existem exceções, e que é até possível que alguns venham a se interessar de fato, mesmo depois de terem dito que não queriam nada sério. No entanto, não é o que acontece em geral. Os homens costumam ser muito sinceros quando questionados sobre o que pretendem, mesmo que as atitudes deles pareçam contrárias. Portanto, mais do que considerar o que eles fazem eventualmente, comece a acreditar mais no que eles dizem porque, no final das contas, o que sobra é exatamente isso!

E, sendo assim, questione a si mesma sobre o que você quer! Pare de se ocupar tanto tentando descobrir como fazer esse homem pensar ou sentir diferente e concentre-se em você. Esta relação te faz mais feliz ou mais triste? Faz com que você se sinta melhor ou pior? Satisfaz? É o que você deseja para sua vida neste momento? Enfim, de acordo com as suas respostas, fique ou saia desta confusão de uma vez por todas!

Mas pare de acreditar que você é a mulher maravilha e que vai transformar um garanhão Don Juan em príncipe encantado. Tudo isso é uma enorme perda de energia, amor próprio e respeito por si mesma! Se esse homem não está em sintonia com você, vá cuidar da sua vida e saiba que, se tiver de ser, será, mais cedo ou mais tarde. Mas os dois quererão viver a mesma história!

 

Dra Rosana Braga

Consultora