CAMPANHAS MOSTRAM LÓGICA E VISUAL PARECIDOS EM INÍCIO DE 2º  TURNO

Dilma e Serra fizeram eventos políticos com aliados em Brasília. Até nos painéis campanhas se parecem.

iG Brasília | 07/10/2010 07:00

No início do segundo turno, as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT ) adotam visuais e lógicas similares e realçam uma pasteurização da política. Os dois presidenciáveis tiveram como primeiro evento público uma reunião de aliados e posaram para fotos sob grandes painéis. Ambos também procuraram se aproximar do eleitorado da terceira colocada Marina Silva (PV), numa tentativa de herdar os votos da candidata verde.

Em evento realizado no hotel Alvorada, Dilma recebeu governadores e congressistas eleitos no primeiro turno. Ao falar com a imprensa, deixou ser fotografada sob um painel com imagens dela ao lado de Lula e o slogan “Para o Brasil Seguir Mudando”, já adotado no primeiro turno. Serra fez algo bem parecido. No Centro de Convenções Brasil 21, sentou-se ao lado de aliados eleitos e não eleitos sob um painel com novo slogan “Serra é + Brasil” em verde.

A cor e o sinal “+” foi uma referência direta à campanha de Marina Silva (PV), cujo slogan era “Sou + Marina”. Como Serra, a candidata permitia a proximidade dos jornalistas para entrevistas. Dilma não. Preferia usar um pequeno púlpito e uma cerca para separá-la dos jornalistas. Esse estilo adotado no primeiro turno acabou abandonado diante das críticas de que era contra a liberdade de imprensa. Agora no segundo turno, aproxima-se dos repórteres.

 

Dilma e aliados com painel atrás

No início do segundo turno, as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT ) adotam visuais e lógicas similares e realçam uma pasteurização da política. Os dois presidenciáveis tiveram como primeiro evento público uma reunião de aliados e posaram para fotos sob grandes painéis. Ambos também procuraram se aproximar do eleitorado da terceira colocada Marina Silva (PV), numa tentativa de herdar os votos da candidata verde.

Em evento realizado no hotel Alvorada, Dilma recebeu governadores e congressistas eleitos no primeiro turno. Ao falar com a imprensa, deixou ser fotografada sob um painel com imagens dela ao lado de Lula e o slogan “Para o Brasil Seguir Mudando”, já adotado no primeiro turno. Serra fez algo bem parecido. No Centro de Convenções Brasil 21, sentou-se ao lado de aliados eleitos e não eleitos sob um painel com novo slogan “Serra é + Brasil” em verde.

José Serra subiu ao palco ao lado de Geraldo Alckmin, eleito governador de São Paulo, e comemorou a ida para o segundo turno das eleições para Presidente

A cor e o sinal “+” foi uma referência direta à campanha de Marina Silva (PV), cujo slogan era “Sou + Marina”. Como Serra, a candidata permitia a proximidade dos jornalistas para entrevistas. Dilma não. Preferia usar um pequeno púlpito e uma cerca para separá-la dos jornalistas. Esse estilo adotado no primeiro turno acabou abandonado diante das críticas de que era contra a liberdade de imprensa. Agora no segundo turno, aproxima-se dos repórteres.

Adversários de Dilma frequentemente tem os passos controlados por sua equipe de comunicação e marketing. Isso porque não ela tem experiência em campanhas políticos (esta é a primeira eleição que concorre a um cargo político. Nesta quarta-feira, foi a vez de Serra ser criticado por um dos seus lados pela excessiva participação de marqueteiros em campanha no primeiro turno. A declaração partiu o ex-presidente e senador eleitor Itamar Franco (PPS-MG).

“Vossa excelência é um homem que não precisa tanto dos marqueteiros. Tem sua vida limpa”, disse. “Seja mais Serra do que um marqueteiro. Seja mais o senhor que um marqueteiro. Porque vossa excelência tem uma vida limpa que pode se comparar com quer que seja. Nós não podemos esconder ninguém do nosso lado”, completou Itamar, referindo-se ao fato de Serra não ter usado a imagem da Fernando Henrique Cardoso na propaganda eleitoral.

Dilma também não foi poupada por seus aliados. O PMDB tornou público nesta quarta-feira que não gostou de o partido ter sido omitido da propaganda eleitoral na TV. A reclamação partiu do próprio candidato a vice de Dilma, Michel Temer: “O que o PMDB reclama é não ter aparecido, por exemplo, nos programas de televisão. Eles achavam que se houvesse uma palavra minha chamando os peemedebistas de todo o Brasil, seria útil”.

Fonte: IG